segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Trem de viajem

Por sorte no trem de viajem consegui encontrei uma cabine vazia.
Não que me importa-se de ter companhia, mas estava de ressaca da noite passada e os humanos costumam ser bem barulhentos.
Peguei meu caderno na mochila e comecei a desenhar roupas style kei – normalmente eu mesmo foco minha roupas.
Depois de algum tempo – provavelmente na segunda parada do trem – uma garota batel na porta da cabine perguntando:
_Desculpe, será que posso ficar aqui?—achei estranho ela estava toda coberta, cobria o rosto com um cachecol e uma grande chapéu e um sobretudo de tons claros, parecia que estava fugindo.
_Claro!—respondi sorrindo, me ajeitei na e guardei meu caderno. Normalmente teria recusado a companhia, mas estava curioso quem era essa garota?
Fiquei olhando pela janela, a medida que o tempo passava ela parecia mais à vontade e mais impaciente, com isso comecei a interrogá-la :
_Para onde você vai?
Ela ficou surpresa com a pergunta, acho que não esperava que falasse com ela.
_Estou indo para Hatanotoyotsu.— ela me respondeu.
_Interessante, estou indo para lá também.—vi ela tirar o chapéu e o cachecol, fiquei surpreso pela sua beleza, e retomei as perguntas.—Mas por que vai pra lá?
_Ah... eu vou pra casa de uma amiga. Mas e você?—ela me perguntou curiosa:
_Estou voltando pra casa.— ela me olhou seria e meio desconfiada , bom apesar de não ser esse o motivo de eu estar indo pra lá Hatanotoyotsu era mesmo minha cidade natal.—essa amiga deve ser muito importante pra você?!
_Sim, ela é.
_Então vai ficar na casa dela?
Ah...— ela olhou para o chão.— na verdade ela não sabe que estou indo vê-la.
_Então vai ser uma bela surpresa para ela.— descobri então ela estava fugindo de casa...
Quando de repente o trem parou dando uma freada muito forte arremessando a garota em meus braços enquanto o radio dizia:
“Não se preocupem senhores passageiros, esta nevando forte e por segurança de todos o trem vai parar por algum tempo.
Ela olhou para mim toda encabulada:
_Me... me des... descu...— a interrompi beijando-a.
Senti seu rosto ferver, ela retribuiu o beijo enquanto a sentei-a do meu lado, coloquei a mão em seu roto em quanto ainda a beijava e fui descendo a mão por ela.
Fiquei surpreso por ela me empurrar, pegar suas coisas e sair correndo.
“Não entendo os humanos, quando parecem que estão caindo recuam recusando a tentação.

Sorri.
Droga! Só por que queria me divertir um pouco essa noite...


sábado, 25 de setembro de 2010

Meu primeiro beijo

Hoje quando estava dormindo me lembrei...de memórias distantes...
quando eu ainda tinha um lugar para morar
A casa da madame Sophia...pode-se dizer que ela era como uma mãe...
ela cuidava de mim...me ensinou muitas coisas, como tocar piano,
um dos instrumentos que mais gosto.
Me lembro que naquela época ela tinha uma "gata"...
com os pelos pretos e macios, olhos verdes, extremamente linda...
na qual me apaixonei...estava louco por ela.
Quando brincava com um novelo de lã, parecia dançar maravilhosamente.
Quando estava na forma humana costumava cantar pra mim,
sua voz era suave e doce.
Uma vez quando cantava para mim...eu a beijei...fora meu primeiro beijo.
Depois de repassar essa lembrança em minha mente,
me levantei da cama e fui para o banheiro dentro do quarto,
para tomar um banho e me arrumar, quando sai do banheiro
peguei o envelope branco em cima da mesa de cabeceira,
e conferi dinheiro.
Finalmente tinha dinheiro suficiente para voltar a cidade
de Hatakirotoyotsu

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

vida

Não me lembro mais...
...como são os rostos dos meus pais.
Não me lembro mais...
...como era minha vida .
Não me lembro mais...
...como eram meus amigos.
Não me lembro mais...
...como vim parar aqui.
Não me lembro mais...
...como fui parar a esse ponto
Não me lembro mais...
...como é o amor.
Só tenho meros desfeches  de memória...
...que não me levam a nada.
Não tenho o luxo do amor,
só da dor , de ser só.
Onde há poucos sobreviventes da minha espécie,
mas que vivem as escondidas.
Em um mundo que só existe meros humanos mortais...
tão frágeis...tão tolos...
Por séculos caçaram e mataram minha espécie
Mas hoje em dia nem sabem que nos existimos
Eles nos denominam de...
....DEMONIOS